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Potencialmente qualquer coisa, possivelmente isto, provavelmente aquilo.

7 de Novembro de 2009

Questão

"EMPRESA DE ANIMAÇÃO, Procura COLABORADOR m/f, para trabalhar como Pai Natal nos meses de Novembro e Dezembro, nas zonas de: Lisboa, Porto e Aveiro., Rendimento acima da média, Contacto: 9X XXXXXXX"

Já agora, qual é, em média, o rendimento do Pai Natal?

4 de Novembro de 2009

Atendimento de excelência

Estou à espera das "agendas"... as agendas, para quem não está a associar o termo à situação, dizem respeito à altura em que abrem inscrições e marcações para consultas em centros de saúde, para o ano seguinte. Eu, visto não ter vaga já este ano, tenho de marcar para o mês de Janeiro. Acontece que as ditas agendas ainda não abriram e como tal, não posso marcar para já.


Há dias, a médica de família tinha-me dito para tentar marcar em inicios de Novembro, que a malfadada agenda já estaria aberta.
Recordo-me de por diversas ocasiões as senhoras que trabalham no atendimento do posto de saúde terem dito - e está escrito no cartão que temos com as datas de consultas, e friso que acho lindamente que assim seja (fosse) - que devemos sempre marcar consultas por telefone. Muito bem, até tenho o número e se não tivesse descobria-o, por isso não há problema...


Ai não?


Tentativa 1- infrutífera. Estou a ouvir o piiii piii de chamada e nada de me atenderem.
Não desanimo, não obstante estar 1m 39 seg à espera, o que para um centro de saúde com 3 funcionárias ao balcão, é um pouco excessivo dado os pacientes presentes habitualmente aquela hora.


Tentativa 2- não sou tão paciente, espero APENAS um minuto e desligo sem ser atendida.


Tentativa 3 - piii piiii... 40 segundos e nada. Não esperei mais pois já interiorizara que tinha de lá ir...


Que fazer? Talvez ir ao centro de saúde e contrariar os sábios conselhos das senhoras seja uma boa aposta...

Chego ao centro, espero uns breves instantes e a senhora dirige-se a mim sempre nos seus modos muito, mesmo muito educados...


-Fachabor?

-Boa tarde, gostaria de saber se já estão a ser marcadas consultas para Janeiro...

-Não menina, ainda não...tinham-nos dito que ia ser pra este mês, estamos à espera...

-Então não tem ideia de quando poderá ser, mais ou menos?

-Ainda não, menina, vá ligando para cá!

E eu estupefacta...

-Mas eu já liguei hoje para cá TRÊS VEZES, e nunca fui atendida...(a minha prioridade era saber se já havia inscrições, em caso de resposta negativa nem apareceria lá...)

-Sabe como é menina... de manhã é complicado... mas vá ligando durante o dia...

-EU LIGUEI HÁ DEZ MINUTOS....(eram 14h 35, por aí...)

Assim vai o atendimento neste centro de saúde, e quem sabe em quantos mais, bem como outras repartições de atendimento... só porque trabalhar faz calos e atender telefones é uma seca... acredito que seja, eu já atendi muitos e partilho dessa opinião... mas trabalho é trabalho, não? Gozem enquanto o têm... e com fins de semana livres e tudo...




3 de Novembro de 2009

...

O medo é o que me consome nestes dias, como uma fogueira que nunca se extingue, que resiste, que renasce mesmo fazendo frente a todos os nossos inauditos esforços...

Aquele frio que se apodera de mim com força, que me enche o estômago e me corta o ar, faz-me definhar na incerteza das horas. Em que posso eu acreditar?

E se de todas as hipóteses que considerei, analisei a frio e a quente, com todas as variáveis e variações... se de todas elas ainda falatar alguma, que esqueci? E se não reflecti em tudo, me escapou um pormenor vital?

6 de Outubro de 2009

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[Imagem: desconheço autor]



Lembras-te quando era tudo tão fácil, que resumias os teus sonhos e metas a três linhas numa folha de um caderno, como se não quisesses esquecer-te de os cumprir? Lembras-te de saber exactamente a porção de ingredientes da poção da felicidade, da realização? Lembras-te de uma boneca e dois amigos serem o suficiente para momentos inesquecíveis, de alegria e amizade pura?


E de correr entre as árvores do recreio da escola, fingindo seres a filha de um rei? De imaginares a tua cama no meio das árvores, de lanchares um pão com ovo e te parecer o melhor manjar do mundo? Lembras-te do sorriso que se abria por dentro ao saíres da escola, em direcção a casa, para junto de quem te ama?

Recordas-te de saberes exactamente o que querias, e mais importante ainda… de saberes quem eras, para onde ias? De tentares ser forte e engolir o escárnio dos outros, mas ainda assim cresceres por dentro e saberes-te, de alguma forma superior a tudo isso? Recordas-te de te orgulhares de ti, do que pensavas, do que fazias e do que haverias ainda de fazer?


É só para alertar que o sonho não morreu...

26 de Setembro de 2009

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Sinto-me revoltada com a justiça da vida, com o fardo que nos é imposto. Com a importância que cada um dá ao que ocorre quando se sabe que é de relevância extrema um dado acontecimento, e que a todos afecta, mas que alguns escondem com a peneira.



Revolta-me que perante as agruras da vida, as pessoas se separem em vez de se unirem, que escapem às suas responsabilidades ou, m esmo em falta destas, que fujam ao dever de ajudar quem faz tudo por elas. Revoltam-me pessoas a quem se dá uma mão e querem o braço inteiro, nada fazendo para contribuir para a melhoria de todos…

1 de Setembro de 2009

Mãos atadas

Hoje escorre-me a escrita angustiada das mãos como o tempo que vai e já não vem, apenas chama mais, mais tempo atrás de si. Doem-me as mãos que contorço sem delas fazer advir nada, nada de novo, nada de mais...

Apenas te ouço, vos ouço e vos adivinho a tristeza na alma pelo olhar perdido... muito queria poder fazer, muito mais, do que apenas ouvir o vosso silêncio e destilar o pequeno, tão miserável consolo que vos posso dar... muito mais queria do que tentar enganar o coração que não se deixa levar.

Muito mais queria fazer por vós, mas doem-me as mãos... estão atadas com estas cordas de loucura, que tento rasgar.

Se a vontade chegasse...

25 de Julho de 2009

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Voltei… :)


Voltei para ninguém, pois tenho como certo que não existe alma que perca tempo a ler este humilde espaço… mas pronto, voltei para mim, o que não é mau! =)

12 de Abril de 2009

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As coisas mudam, nós mudamos, muda o nosso olhar e a importância dada ao que acontece...o sol amadurece-nos, a chuva fortalece-nos...aprendemos a ter paciência com o passar dos anos e compreendemos que, de facto, temos de dar tempo a nós mesmos, perdoarmo-nos pelos nossos fracassos e confiar em nós. Sabermos o que valemos, isso é fundamental, mesmo que o que nos acontece nem sempre o mostre da forma mais rápida ou evidente. E que todos temos o nosso timing para aprender, mas se persistirmos nas dificuldades acabaremos por triunfar... =)

E vale mesmo a pena! =)

13 de Março de 2009

Everything sucks when you're gone...

Ainda agora foste embora.. e eu já sinto um vazio tão grande! Como podem as horas ser tão displicentes a isto? Como podem todas elas durar o mesmo se diferem tanto mediante a tua presença?

O tempo às vezes voa como estás tu a voar agora.. mas curiosamente só voa quando cá estás…e quando voas tu ele recusa-se a andar como um animal pachorrento que não quer mover-se.

Quero abraçar-te, quero arrogar –me um direito que não tenho, o de colar cada segundo meu aos teus dias… porque tudo perde o interesse quando não estás.

8 de Março de 2009

Domingo


Há lugares que ficam para sempre gravados no nosso coração, porque têm histórias para contar, ou porque neles compusemos parte do nosso existir. E eu, uma pequena migalha de gente perdida no mundo, não tive de ir muito longe, de cruzar mares e terras sem horizonte para encontrar um pedaço de terra que conheço com olhos de conhecer há não muito tempo, mas ao qual já pertence parte de mim. Que me acolheu e me abraçou com ternura, que me deixou aprendê-lo e me foi aprendendo aos poucos, sem pressas.

Porque o valor das coisas não se mede no seu tamanho, mas sim na sua verdadeira grandeza, naquilo que de imaterial e de valor incomensurável nos oferecem, porque instantes de felicidade não precisam de nada mais do que amor e um lugar para acontecerem; os momentos que vamos vivendo, as aprendizagens que construímos ficam para sempre associadas a um local em especial.


Porque em cada sítio em que passamos fica o registo do que somos, ficam os nossos passos, as nossas impressões, dias de chuva, dias de sol... de cada lugar trazemos tanta coisa boa, e às vezes, encontramos o fundamento da nossa vida. Tenho tanto a agradecer a esta cidade, que me arrancou de tal forma a essência e à qual não mais poderei ficar indiferente…